O atleta é um ser humano logo tem um processo lógico de tomada de decisão influenciado pelo contexto que tem pela frente.
Este processo de tomada de decisão é influenciado pelo contexto ou meio intrínseco e extrínseco ao atleta.
O meio intrínseco é característizado pelo facto de este ter pela frente uma ação durante o jogo e esta ação estar associada ao erro, ao insucesso, à possibilidade de falhar.
O desporto e a vida estão a ficar cada vez mais associadas a uma impossibilidade do erro, que é irrisória para o ser humano.
Esta realidade desencadeia incerteza e negatividade para o atleta que tem que enfrentar um constante processo de superação.
Sublinho ainda a conceptualização de praticamente apenas existir um resultado possível, a vitória, sendo descartado na nossa cultura desportiva, muita das vezes o mérito do adversário e sendo enaltecida a incapacidade daquele que se propôs a tentar e errar.
Bem como a vida por trás do atleta, que enfrenta diariamente os desafios de um ser humano comum e não tem uma capa de invencibilidade ou invisibilidade que lhe permite esconder e camuflar as suas limitações familiares e sociais.
Este conjunto de fatores, pesa no atleta que tem que no momento de jogo, gerir e lidar com pensamentos e emoções sendo eles positivos ou negativos, este é o seu ambiente / meio intrínseco.
O meio extrínseco é aquilo que o rodeia, a bancada, o comportamento do seu treinador, dos seus colegas de equipa e do seu adversário, as condições metereológicas, o estado do relvado, entre outras circunstâncias que estão fora do contexto individual e intrínseco.
Este contexto “coletivo” extrínseco e intrínseco é o atleta, logo durante o seu processo lógico influencia-o constantemente nas suas decisões de segundos.
Aqueles que lidam melhor com as suas emoções e reagem e se adaptam melhor às condições externas são possivelmente os mais capazes para dar uma resposta afirmativa à adversidade e são mais competentes na suas tarefa.
